MUITO MAIS ANI MAIS

DOBERMANN+

Classificação F.C.I.: Grupo 2 - Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suiços.
Seção 1 - Pinscher Padrão n.º 143 d - 14 de fevereiro de 1994 País de origem: Alemanha. Nome no país de origem: Dobermann Pinscher. Utilização: originalmente cão de guarda, vigia e hoje, também é utilizado como cão de companhia.
Importante:O Padrão Oficial é o original em alemão. A tradução, os desenhos e os comentários foram feitos, apenas, para gerar uma facilidade.

SUMÁRIO HISTÓRICO: o Doberman é a única raça que traz o nome de seu criador de origem, Friedrich Louis Dobermann (02/01/1834 - 09/06/1894).
Supõe-se que ele fora um coletor de impostos, gerente de abatedouro vísceras (aptidão) e em período não integral cão pegador, legalmente habilitado a apanhar todos os cães perdidos. Ele criou com animais do seu plantel, que eram particularmente aguçados. Os assim chamados "cães carniceiros", que ainda eram considerados de raça relativamente pura naquela época, representou o mais importante papel na origem da raça Doberman. Estes cães foram um tipo primitivo do Rottweiler, mesclados com um tipo de pastor que existiu em "Thüringen" preto com marcação castanho. Herr Dobermann criou com esta mestiçagem de cães, no século 18. Deste modo, ele obteve "sua criação": uma raça, não apenas alerta, mas altamente protetora, trabalhadora e em domicílio. Eles eram freqüentemente utilizados como guardiães e cães de polícia. Sua extensa utilização no serviço policial deu-lhe o apelido de "Gendarme dog". Eles foram utilizados em caçadas para controlar grandes animais daninhos. Nessas circunstâncias era mister que o Doberman fosse reconhecido oficialmente como "cão de polícia", no início do século.
A raça Doberman requer um cão de porte médio, poderoso e musculoso. Apesar de sua substância, ele deve ser elegante e nobre, o que fica evidenciado pelas linhas de seu corpo. Deve ser excepcionalmente adequado como cão de escolta, proteção, como também, cão de família. APARÊNCIA GERAL: o Doberman é um cão de porte médio, forte e musculosamente construído. Através das elegantes linhas de seu corpo, sua estatura arrogante e sua expressão de determinação, ele configura a estampa de um cão ideal. PROPORÇÕES IMPORTANTES: o tronco do Doberman se afigura quase quadrada, particularmente nos machos. O comprimento do tronco, medido desde a ponta do ombro até a ponta do ísquio (nádegas), nos machos, não deve ser maior que 5% da sua altura na cernelha e, nas fêmeas, 10%. COMPORTAMENTO E TEMPERAMENTO: a atitude do Doberman é amigável e calma; muito devotado à família ele ama as crianças. É desejável um temperamento e aspereza médios. É exigido um limiar de excitação médio com um bom relacionamento com seu dono. De fácil aprendizado, o Doberman adora o trabalho, devendo possuir para tal, expressiva habilidade, coragem e dureza. São também exigidos os valores de autoconfiança e intrepidez, como também, adaptabilidade e atenção para se encaixar no ambiente social. CABEÇA Região do Crânio: robusta em proporção ao tronco. Visto por cima, a cabeça tem um contorno moderadamente cuneiforme. Visto pela frente, o topo do crânio é quase horizontal sem descair para as orelhas. De perfil, a linha superior do focinho é quase reta, em relação à linha superior do crânio, a qual se arredonda sutilmente para a linha superior do pescoço. A arcada superciliar é bem desenvolvida, sem protrusão. O sulco sagital é brandamente visível. O occipital não deve ser eminente. Visto de frente e de topo, as faces da cabeça não devem ser salientes. O suave arqueamento entre a região posterior da maxila e o osso malar deve harmonizar-se com o comprimento total da cabeça, cujos músculos devem ser bem desenvolvidos. Stop: suave mas, visivelmente desenvolvido. Região Facial
Trufa: narinas bem desenvolvidas,mais para larga que para redonda, com aberturas amplas, sem protrusão no conjunto. Preta nos cães pretos; nos marrons, cores correspondentes mais claras. Focinho: está em proporção correta com o crânio devendo ser fortemente desenvolvido e com profundidade. A abertura da boca deve ser ampla, alcançando os dentes molares. Na região dos incisivos, superiores e inferiores, o focinho deve ter boa largura. Lábios: pele bem ajustada e bem modelada aos maxilares, o que garante uma oclusão totalmente cerrada da boca. O pigmento das gengivas deve ser escuro; nos cães marrons a nuança é correspondente e mais clara. Maxilares/Dentadura/Dentes: maxilares poderosos, tanto o superior quanto o inferior, mordedura em tesoura, 42 dentes corretamente engastados e de tamanho médio. Olhos: de tamanho médio, ovais e de cor escura. Nuanças mais claras são permitidas em exemplares marrons. Pálpebras bem ajustadas e revestidas pela pelagem. Alopécia das pálpebras é altamente indesejável. Orelhas: de inserção alta, portadas eretas e operadas com um comprimento proporcional à cabeça. Nos países cuja otectomia é proibida, as orelhas inteiras são igualmente reconhecidas (de preferência, tamanho médio com a borda anterior caindo rente às faces). PESCOÇO: de bom comprimento, sendo proporcional ao tronco e à cabeça. É seco e musculado. O contorno emerge gradualmente, com uma curvatura suave. Portado empinado exibindo muita nobreza. TRONCO
Cernelha: pronunciada tanto do comprimento quanto na altura, especialmente nos machos, determinando, desse modo, a inclinação da linha superior subindo da garupa para a cernelha. Dorso: curto e firme, de boa largura e bem musculado. Peito: de comprimento e largura em correta proporção com o comprimento do tronco. A profundidade, com costelas suavemente arqueadas, deve ser de, aproximadamente, 50% da altura na cernelha. Peito de boa largura e antepeito especialmente bem desenvolvido. Lombo: de boa largura e bem musculado. A fêmea pode ser mais longa no lombo em razão da necessidade de espaço para a lactação. Linha inferior: do final do esterno à pelvis perceptivelmente esgalgada. Garupa: suavemente caída, dificilmente perceptível do osso sacro à raiz da cauda, parecendo bem arredondada, sem ser reta nem muito caída, de boa largura e bem musculada. Cauda: de inserção alta e amputada curta, na região aproximada da articulação da segunda com a terceira vértebra caudal (duas vértebras caudais permanecem visíveis). Nos países cuja caudectomia é proibida a cauda pode permanecer íntegra. MEMBROS
ANTERIORES:
generalidades - visto de qualquer ângulo, são quase retos, verticais e fortemente desenvolvidos. Ombros: escápula bem ajustada contra o tórax, ambos os lados da borda da escápula são bem musculados alcançando acima do ápice da vértebra torácica, o mais inclinada possível e bem acoplada ao dorso. O ângulo com a horizontal é de, aproximadamente, 50%. Braço: de bom comprimento, bem musculado, com o úmero fazendo um ângulo com a escápula, aproximado, de 110º a 115º. Cotovelo: trabalhando bem ajustado ao tórax, sem ser para fora. Antebraço: forte e reto. Bem musculado. Comprimento em harmonia com o corpo inteiro. Carpo: forte. Metacarpo: ossatura forte. Visto de frente, reto. Visto de perfil, somente uma suave inclinação, máximo 10º. Patas anteriores: pequenas e compactas. Dígitos bem arqueados para cima (pés-de-gato). Unhas curtas e pretas. POSTERIORES:
generalidades - visto por trás, o Doberman parece, que por causa do seu bom desenvolvimento muscular pélvico no coxo e garupa, largo e arredondado. Os músculos correndo do osso pélvico para a coxa e a perna resulta numa largura bem desenvolvida, assim como na região da coxa, na região da articulação do joelho e na perna. Os posteriores fortes, retos e paralelos. Coxa: de bom comprimento e largura, bem musculada. Boa angulação coxofemoral, fazendo um ângulo aproximado de 80º a 85º com a horizontal. Joelho: articulação forte sendo formada pela coxa com a perna, bem como a rótula. Angulação aproximada de 130º. Perna: de comprimento médio e em harmonia com o comprimento total do membro posterior. Jarrete: médio forte e paralelo. A tíbia articula-se com o metatarso na articulação do jarrete (ângulo em torno de 140º). Metatarso: curto e vertical. Pata posterior: como as anteriores, os dígitos são curtos, arqueados e compactos. Unhas curtas e pretas. MOVIMENTAÇÃO: de especial importância tanto para a capacidade de trabalho quanto para a aparência externa. Movimentação elástica, elegante, ágil e boa cobertura de solo. Os membros anteriores alcançando o mais longe possível. Os posteriores fornecendo uma propulsão elástica e de boa amplitude. Anteriores e posteriores de lados opostos movendo-se simultaneamente. Apresenta boa estabilidade nos posteriores, ligamentos e articulações. PELE: ajustada, toda bem amoldada e bem pigmentada. PELAGEM
Pêlos: curtos, duros e retos. Muito bem assentes, lisos e igualmente distribuídos em toda a superfície. Sem subpêlos. Cor: preto ou marrom, com marcações vermelho ferrugem claramente definidas e limpas: no focinho, uma ilha em cada face e acima dos olhos, no topo dos supercílios, na garganta, duas marcas no antepeito, no metacarpo, metatarso e pés, na face interna das coxas, nos membros e sob a cauda. TALHE
Altura: no ponto mais alto da cernelha.
Machos: 68 - 72 cm.
Fêmeas: 63 - 68 cm.
O tamanho médio é o desejado. Peso:
Machos em torno de 40 - 45 quilos.
Fêmeas em torno de 32 - 35 quilos. FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade. Cabeça: muito pesada; muito estreita; muito pequena; muito longa; pouco stop; nariz romano; linha superior do crânio muito inclinada; mandíbula fraca; olhos redondos ou rasgados; olhos claros; bochechas muito pesadas; lábios pendentes; olhos protuberantes ou muito profundos; orelhas de inserção muito alta ou muito baixa; comissura labial caída. Pescoço: ligeiramente curto; muito curto; pele solta na garganta; barbela; muito longo (em desarmonia); pescoço de ovelha. Tronco: falta de firmeza no dorso; garupa caída; oscilação de dorso; dorso carpeado; arqueamento de costelas insuficiente ou excessivo; profundidade ou largura de peito insuficiente; linha superior muito longa; falta de antepeito; cauda de inserção muito alta ou muito baixa; esgalgamento insuficiente ou excessivo. Membros: angulação muito aberta ou muito fechada; cotovelos soltos; desvio da posição padrão e do comprimento de ossos e articulações; patas muito compactas ou espalmadas; jarrete de vaca, expulsão de jarretes, jarretes muito juntos; patas abertas ou cedidas; dedos tortos; unhas claras. Pelagem: marcação muito clara ou de contorno indefinido; marcação suja; máscara muito escura; mancha preta no metacarpo; marcação no peito quase invisível ou muito grande; pêlos longos, macios, encaracolados ou foscos. Pelagem fina, alopécia; grandes tufos de pêlos principalmente no tronco; subpêlo visível. Caráter: autoconfiança inadequada; temperamento muito forte; aspereza muito alta; limiar de excitação muito baixo ou muito alto. Talhe: desvio do tamanho em mais de 2cm do determinado pelo padrão resulta baixo nível de qualidade. Movimentação: bamboleante; curta ou dura; passo de camelo. DESQUALIFICAÇÕES:
Gerais: características sexuais acentuadamente reversas.
Olhos: amarelos (olhos de falcão); olhos louçados.
Dentadura: prognatismo superior, mordedura em torquês, prognatismo inferior e falta de dentes.
Pelagem: manchas brancas; pêlos acentuadamente longos ou ondulados; pelagem acentuadamente fina ou grandes áreas de alopécia.
Caráter: exemplares medrosos, nervosos ou agressivos.
Talhe: desvio maior que 2 centímetros. NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.


+ SOBRE POODLE
O poodle é um dos mais famosos cães franceses. É um cão, considerado por especialistas, dos mais inteligentes. É capaz de aprender com extrema facilidade, o que o tornou muito difundido em todo o mundo. Além dessas qualidades, deve-se levar em conta sua beleza e originalidade.

Trata-se na realidade, de um cão anatomicamente bem constituido e muito gracioso, que se dinstingue também, pela sua característica tosa, que o diferencia de qualquer outra raça. É um excelente companheiro. De linhas harmoniosas, o poodle possui aspecto inteligente, constantemente alerta e ativo.

O poodle é famoso pela fidelidade, aptidão para o adestramento, obediência, o que faz dele um cão de companhia muito agradável. Seus olhos, têm coloração marrom, âmbar escuro, ou preta.
Os olhos do poodle são levemente oblíquos, situados na altura do stop. As orelhas são longas e a cauda de inserção bastante alta.

Na raça poodle, a pelagem do tipo crespa é abundante, de textura fina, lanosa, bem crespa, elástica e resistente a pressão da mão.

Já a pelagem do tipo encordoado é, também, abundante, de textura fina e espessa que forma cordõezinhos típicos e longos, não inferiores a 20 cm. As cores são o preto, branco, marrom, cinza e abricó.

Quanto ao tamanho, a raça poodle tem 4 variedades: tamanho gigante, de 45 à 60 cm; tamanho médio, de 35 à 45 cm; tamanho miniatura ou anão, de 28 à 35 cm, e por fim o Toy, com no máximo 28 cm, medidos sempre na altura da cernelha.
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 MUITO + APALOOSA

Padrão Racial

Aprenda a identificar as características morfológicas básicas do cavalo Cavalo Appaloosa
Appaloosa
O Cavalo Appaloosa é um animal de sela, sendo desta forma útil nos trabalhos rurais, nos trabalhos com gado e também apresenta grande habilidade em velocidade a curtas distâncias.

APARÊNCIA

Animal de porte médio, expressando resistência, agilidade e tranqüilidade. Quando não está em trabalho deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição em estaca mantém-se reunido, apoiado sobre os quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direção.

PELAGEM

Admite-se que o Cavalo Appaloosa possa apresentar pelagem alazã, alazã tostada, baia de alazã, palomina, baia, preta, zaina, castanha, tordilha, rosilha, lobuna, podendo ter ou não variação na pelagem.
Variações na Pelagem:

LEOPARDO

Refere-se ao animal branco com manchas ou pintas da pelagem básica em todo o corpo, inclusive na cabeça, pescoço e membros.

MANTA

Área branca sólida, geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma. Na manta normalmente encontra-se pintas ou manchas da pelagem básica.

PINTAS OU MANCHAS

Pontos brancos geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma, podendo apresentar-se com pintas da pelagem básica.

NEVADO

Refere-se ao animal que apresenta uma mistura de pêlos brancos e pêlos da cor básica geralmente sobre área dos quartos, podendo ser até por todo o corpo. Assemelha-se a flocos de neve caídos sobre a pelagem básica, podendo apresentar pintas da pelagem básica na mesma área.

PELE

A pele despigmentada é uma característica importante para o Cavalo Cavalo Appaloosa, sendo um indicativo básico e decisivo na raça. Tem a aparência "mesclada", de área pigmentada e área não pigmentada, diferente da pele cor-de-rosa. Esta pele mesclada pode ser encontrada em várias partes do corpo. Além da área ocular, focinho, pode ser encontrada na região retal, no períneo, nos genitais e úbere das fêmeas.

ANDAMENTO

Harmonioso em reta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.

ALTURA

São animais cuja altura média é de 1,50 m.

PESO

500 kg, em média.

CABEÇA

Pequena e leve, com fronte ampla e de perfil retilíneo. As faces, também denominadas ganachas, são cheias, grandes e muito musculosas.
Vistas de lado são chatas, discretamente convexas e abertas de dentro para fora quando vistas de frente, o que proporciona serem bem mais largas que a garganta. Desta forma, a flexão da cabeça é muito acentuada, permitindo grande obediência às rédeas. Em posição normal, a cabeça deve ligar-se ao pescoço em ângulo de 45°.

ORELHAS

Pequenas, alertas, bem distanciadas entre si, e com boa movimentação.

OLHOS

Grandes e devido ao fato da fronte ser ampla, bem afastados entre si permitindo um amplo campo visual, tanto para a frente como para traz, ao mesmo tempo, com o mesmo olho. A área ocular que rodeia a córnea, esclerótica branca, é mais evidente que em outras Raças. Nos outros animais, a esclerótica branca é visível se ocorrer movimento do globo ocular para os lados, para cima, para baixo e se a pálpebra for levantada.
Essa característica é muito peculiar no Cavalo Appaloosa, desde que não esteja combinada marca grande e extensa de cara (por exemplo, frente aberta e "malacara").

NARINAS

Grandes.

BOCA

Pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras.

FOCINHO

Pequeno.

GARGANTA

Estreita, permitindo grande obediência às rédeas.

PESCOÇO

Comprimento médio e de forma piramidal, sem desvios de bordos, seja inferiores ou superiores. Deve-se inserir-se no tronco em ângulo de 45°, porém, bem destacado do mesmo. Somente a junção entre o pescoço e a cernelha deve ser gradual.
A musculatura é bem pronunciada, tanto visto de lado, como de cima. As fêmeas têm pescoço proporcionalmente mais longo, garganta mais estreita e desenvolvimento muscular menor. O Cavalo Appaloosa, quando em trabalho, mantém a cabeça baixa, podendo assim usá-la melhor, e permitindo ao cavaleiro uma perfeita visão sobre ela.

TRONCO

Da cernelha ao lombo, deve ser curto e bem musculado, não "selado" especialmente nos animais de lida. Isto permite mudanças rápidas de direção e grande resistência ao peso do cavaleiro e arreamentos. De perfil, é aceitável o declive gradual de 50 a 80° da garupa a base da cernelha. O vértice da cernelha e a junção do lombo com a garupa devem estar aproximadamente no mesmo nível.

CERNELHA

Bem definida, de altura e espessura média.

DORSO

Bem musculado, ao lado das vértebras e, visto de perfil, com discreta inclinação de traz para frente. Tendo aparência semi-chata, o arreamento comum deve cobrir toda essa área.

LOMBO

Curto, com musculatura acentuadamente forte.

GARUPA

Longa, discretamente inclinada, para permitir ao animal manter os posteriores normalmente embaixo da massa corpórea (engajamento natural).

PEITO

Profundo e amplo. O peito visto de perfil, deve ultrapassar nitidamente a linha dos antebraços, estreitando-se porém no ponto superior da curvatura, de forma a diferenciar-se nitidamente do pescoço. Vista de frente, a interaxila tem forma de "V" invertido, devido a desenvolvida musculatura dos braços e antebraços.

TÓRAX

Amplo, com costelas largas, próximas, inclinada e elásticas. O cilhadouro deve ser bem mais baixo que o codilho.

MEMBROS ANTERIORES

ESPÁDUA

Deve ter ângulo de aproximadamente 45° , denotando equilíbrio e permitindo a absorção dos choques transmitidos pelos membros.

BRAÇOS

Musculosos, interna e externamente.

ANTEBRAÇOS

O prolongamento da musculatura interna dos braços proporciona ao bordo inferior do peito, quando visto de frente, a forma de "V" invertido, dando ao cavalo aparência atlética e saudável. Externamente a musculatura do antebraço também é pronunciada, o comprimento do antebraço é um terço a um quarto maior que a canela.

JOELHOS

Vistos de frente são cheios, grandes e redondos; vistos de perfil, retos e sem desvios.

CANELAS

Não muito curtas. Vistas de lado, são chatas, seguindo o prumo do joelho ao boleto; vista de frente igualmente sem desvios.

QUARTELAS

De comprimento médio, formato aproximadamente semi circular com talões bem afastados, sem desvios.

CASCOS

De tamanho médio, formato aproximadamente semi circular, com talões bem afastados, sem desvios. Somente o animal Cavalo Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.

MEMBROS POSTERIORES

COXAS

Longas, largas, planas, poderosas, bem conformadas, fortemente musculadas, mais largas que a garupa.

SOLDRA

Recoberta por musculatura bem destacada, poderosa.

PERNAS

Muito musculosas. Essencialmente importante é o desenvolvimento muscular homogêneo, tanto interna quanto externamente.

JARRETES

Baixos. Por traz, são largos, limpos aprumados; de perfil, largos, poderosos estendendo-se em reta até os boletos.

CANELAS

Mais largas, discretamente mais longas e mais grossas que as anteriores. De lado, são chatas, são convenientes canelas mais curtas, tornando o jarrete mais próximo ao solo, permitindo voltas rápidas e paradas curtas.

QUARTELAS

Discretamente mais fortes que as anteriores, porém com a mesma inclinação.

CASCOS

Menores que os anteriores, oblongos. Somente o animal Cavalo Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.

CAUDA

Medianamente inserida, elegante com pêlos grossos. Podem, por ventura, apresentar-se mais ralas que as outras Raças.
Obviamente, toda a estrutura, o arranjo, bem como o desenvolvimento ósseo e muscular do animal devem ser levados em consideração. Ainda assim, atenção especial deve ser dada ao trem posterior, uma vez que dele dependem basicamente os atributos peculiares do Cavalo Appaloosa:- partida rápida, velocidade, paradas curtas e voltas rápidas.

RECOMENDAÇÕES

1. Os animais que apresentarem problemas hereditários como monorquidismo, criptorquidismo, hérnia inguinal, hérnia umbilical, portadores de HYPP (Paralisia Hipercalemica Periódica), assim como qualquer outra anomalia genética, não são aconselhados a serem utilizados na reprodução, conforme determina as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
2. Que os acasalamentos objetivando a Criação do Cavalo Cavalo Appaloosa, tenha um dos genitores cumprindo o dispositivo no art. 17, Cap. IV, em seu § 3º. Item 3.

Características do Cavalo Appaloosa

DESPIGMENTAÇÃO DA PELE

Appaloosa
A pele despigmentada é uma característica importante para o Cavalo Appaloosa, sendo um indicativo básico e decisivo na Raça. Tem a aparência "mesclada", de área pigmentada e área não pigmentada, diferente da pele cor-de-rosa. Esta pele mesclada pode ser encontrada em várias partes do corpo. Além da área ocular, focinho, pode ser encontrada na região retal, no períneo, nos genitais e úbere das fêmeas.

ESCLERÓTICA BRANCA EVIDENTE

Appaloosa
A área ocular que rodeia a córnea, esclerótica branca, é mais evidente que em outras Raças. Nos outros animais, a esclerótica branca é visível se ocorrer movimento do globo ocular para os lados, para cima, para baixo e se a pálpebra for levantada. Essa característica é muito peculiar no Cavalo Appaloosa, desde que não esteja combinada marca grande e extensa de cara (por exemplo, frente aberta e "malacara")

CASCOS RAJADOS

Appaloosa
Somente o animal Cavalo Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.

Pelagem da Raça Cavalo Appaloosa

Appaloosa
Conheça as exóticas pelagens do Cavalo Appaloosa
Manta- área branca sólida, geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma. Na manta normalmente encontram-se pintas ou manchas de pelagem básica.

Leoparda

Refere-se ao animal branco com manchas ou pintas escuras em todo o corpo, inclusive nos membros, pescoço e cabeça.

Nevada

Refere-se ao animal que apresenta uma mistura de pêlos brancos e pêlos da cor básica, geralmente sobre a área dos quartos. Assemelha-se a flocos de neve caídos sobre a pelagem básica.

Pintas ou Manchas

Pontos claros ou escuros sobre uma parte do corpo, geralmente sobre a garupa.
Importante
Animais que apresentarem manchas brancas maiores que 14 (quatorze) cm em regiões isoladas do corpo e pelagem pampa, serão registrados, porém ficarão vetados à reprodução.

A Raça Appaloosa no Brasil

Comanche´s Double foi o primeiro animal registrado no Brasil. Passados mais de 25 anos, a Raça já tem no País o segundo maior plantel do mundo, com mais de 25 mil animais registrados e espalhados por várias regiões.
No início da década de 70 chegou ao Brasil o primeiro exemplar de Appaloosa. Foi trazido ao pé de uma égua Quarto de Milha numa importação feita pelo criador paulista Carlos Raul Consonni. Mas coube a outro criador, Jorge Rudney Atalla, de Jaú/SP, o mérito de ter o registro nº 1 da Raça no País: Comanche’s Double, importado em 1975.
Appaloosa
O animal era exposto nas mostras do Quarto de Milha e impressionava. Atalla acabou sendo o cicerone de vários criadores em viagens para os Estados Unidos, em visitas a diversos Haras selecionadores de Appaloosa. As viagens renderam as primeiras importações e o desejo de se fundar uma entidade própria para a Raça.
O intento virou realidade em 27 de Novembro de 1977 quando nasceu a ABCCAppaloosa - Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Appaloosa, reconhecida pelo Ministério da Agricultura. Entre os fundadores estavam Jorge Rudney Atalla, Carlos Raul Consonni, Toni Persone, Antonio Luiz Teixeira de Barros Jr., Sérgio Augusto Zonno, Mário Sérgio Vasques e as empresas Comercial e Agropecuária Borborema Ltda. e Paisa Pinfildi Agropecuária. O Stud Book contava, inicialmente, com 45 animais, principalmente de origem importada. Dois anos depois o número de produtos já havia sido triplicado, e na década seguinte - marcada pelo apogeu da eqüinocultura brasileira - o Appaloosa já tinha conquistado várias regiões do País.
Appaloosa
Os anos 90 reforçaram a seleção e evolução da Raça, notadamente com o aumento das importações, possibilitando programas criteriosos de cruzamentos, restringindo-se os acasalamentos com alguns agrupamentos de indivíduos e priorizando-se os de Appaloosa entre si. Pureza racial passou a ser palavra de ordem.
Já neste novo século, a prioridade está em promover cruzamentos direcionados com os animais da Raça Quarto de Milha e Puro-Sangue-Inglês, bem como possibilitar o incremento da Raça com a viabilidade de uso de sêmem nacional e importado, bem como, de embriões, nacional e importado, em quantidade a critério do criador.

Atualmente, o Appaloosa já conta no Brasil com mais de dois mil criadores e proprietários espalhados por todas as regiões do País.
Eles são detentores de um plantel estimado em mais de 25 mil animais que se distribuem em maior número pelo Estado de São Paulo, seguido pelo Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Distrito Federal. Objetivando a formação do plantel a partir das características morfológicas da Raça, a seleção inicial da tropa brasileira se baseou em linhagens de Conformação.
A partir do final dos anos 80, com o crescente interesse pelas provas funcionais, intensificou-se a seleção de animais de competição. A primeira prova exclusiva do Appaloosa no Brasil aconteceu em 1987. Começavam a ser instituídos os eventos oficiais como o Campeonato Nacional, o Congresso Pan-Americano, o Potro do Futuro, o Futurity Appaloosa, o Potro de Ouro e os Campeonatos Regionais criados em diferentes Estados do País com a proposta de fomentar e promover a Raça, símbolo de um povo nativo que ajudou a escrever a história do continente norte-americano.

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